
30/05/2004 22:28
A deliciosa vontade de ler me assoma. Quanto mais leio mais vontade tenho de ler, como se fosse um vício, se não o for.
A vontade de ouvir músicas belas e enlevantes me domina... sinto, ademais, um desejo enorme por ouvir boleros, sair sonhando com uma noite bela e trocando dois para lá e dois para cá... Caminahndo por entre as estrlas a contá-las, saber seus nomes e desvendar seus preciosos mistérios.
Sonhar com a Lua a confessar-me seu segredos, a revelar-me o nome daqueles que já a presentearam a uma cara-metade.
Escorregar por entre as nuvens, saber que o chão está próximo demais para que uma queda venha a ferir-me. A dor da alma não poderá ser superada pela dor do corpo, os colóquios entre as dores são constantes, certa feita as dores foram simultâneas.
E vejo a marca deixada por essas dores impressa nas páginas de um livro. O livro da vida, o Livro da minha vida...
enviada por A_Sonsinha_A
30/05/2004 00:01
A sedutora história da leitura
Elias Thomé Saliba
Historiador, Professor da USP e autor dos livros Raízes do Riso (2002) e As Utopias Românticas (1994)
Um livro só começa a existir quando um leitor o abre. Esta afirmação resume o novo olhar dos historiadores em relação à leitura. Durante muito tempo eles mantiveram frente à leitura uma atitude linear, supondo-a invariável, natural a todas as pessoas de todas as épocas. Hoje, inúmeras pesquisas nos ensinam a ver no gesto trivial de ler um texto, uma variação quase infinita, possível de ser reconstituída nos diversos momentos da história.
Claro que a difusão do "livro com páginas" tal como o conhecemos, assim como a primeira revolução na história do livro - a invenção da imprensa no século XV - provocaram um alargamento enorme do número de leitores. A segunda grande mutação nas maneiras de ler ocorreu no final do século XVIII com a passagem de hábitos intensivos de leitura - a leitura constante e repetida de textos de caráter religioso (a Bíblia era o grande best-seller!) - para hábitos extensivos de leitura do leitor moderno, que (mal) lê vários livros, ávido por novidades.
Mas a leitura "intensiva" não chega a desaparecer, pois o advento do romance coincidiu com a disseminação de modos emocionais de leitura. Rousseau exigiu que o seu A Nova Heloísa fosse "lido tão intensamente quanto a Bíblia", o que realmente ocorreu, provocando nas leitoras desmaios, choros convulsivos e, no limite, suicídios. Com os olhos de hoje, distraídos pelo caleidoscópio de imagens nas telas, fica difícil concebermos a força desta paixão incendiária provocada pela leitura.
Sedução pela leitura? Ler em público era, antes do advento do marketing e da noite de autógrafos, a melhor maneira de um autor obter público para seus livros. O poeta Dylan Thomas, em alto estado etílico, encantava com sua belíssima poesia cantada nos bares, coisa só percebida na língua original.
Mas, na inspirada tradução de Ivan Junqueira, os leitores podem ter uma idéia: Em meu ofício ou arte taciturna/ Exercido na noite silenciosa/Quando somente a lua se enfurece /Trabalho junto à luz que canta/ Não por glória ou pão/ Nem por pompa ou tráfico de encantos/Nos palcos de marfim/Mas pelo mínimo salário/Do seu mais secreto coração. Difícil imaginar tais versos, como revelam os arquivos, reproduzidos por inúmeros leitores que os enviavam, junto com as flores, às namoradas distantes.
Difícil, mas não impossível, já que no final do século XIX o público leitor atingiu a alfabetização em massa. A "era de ouro" da leitura foi também a última a ver o livro ainda imune à competição com outros meios de comunicação - TV, internet e todo o sofisticado aparato da mídia eletrônica do século XX. Ler numa tela não é o mesmo que ler num livro com páginas. Estaríamos hoje diante de uma terceira revolução da leitura? Independente da imprevisível resposta, esta recente história da leitura empolga e surpreende. Porque é a história de uma prática ligada talvez ao mais espetacular instrumento utilizado pelo homem.
Que afinal, vem confirmar o que Jorge Luis Borges disse certa vez, de forma definitiva, sobre o livro: O microscópio e o telescópio são extensões da nossa visão; o telefone é a extensão da nossa voz; em seguida, temos o arado e a espada, extensões do nosso braço. O livro, porém, é outra coisa: o livro é uma extensão da nossa memória e da nossa imaginação.
enviada por A_Sonsinha_A
23/05/2004 22:40
Será que sou só eu ou mais alguém acha tudo que existe de mais fofa a propaganda da mastercard, onde as criancinhas cantam, comem, dormem e aparecem os carneirinhos no final?
"... abre e a boca e fecha os olhos, outra colherada..."
enviada por A_Sonsinha_A
22/05/2004 23:44
Vou-me embora pra Parságada
Vou-me embora pra parságada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra parságada
(...)
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente.
(...)
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra parságada!
enviada por A_Sonsinha_A
15/05/2004 00:48
Até segunda-feira, nenhuma atualização.
Motivo:
-Provas de todas as matérias, dia 17/05, às 07:30 da madrugada;
-Aula por cima de aula;
-Matérias atrasadas para estudar;
-Redações para escrever;
-E uma vida toda para organizar.
P.s.: O que a gente faz para domar o nosso coração?
enviada por A_Sonsinha_A
09/05/2004 01:43
É uma questão de atração mútua, não sei como nem porquê, mas eu e Florbela Espanca sempre temos nos encontrado e tenho sempre pensado em seus sonetos.
Algo inconsciente, algo além de minhas forças. Hoje enquanto rodava para comprar o presente da mammy, dei um passada rápida pela Livro Técnico, e o que encontro? O livro completo de soneto dela, ai ai, mas estav caro, não é porque é Florbela que tem de ser trinta dinheiros! Nem o Fernando Pessoa está custando tanto por tão fino livro, o mensagem é oito reais!
Poesia tem-me encantado, tenho sentido um gosto muito grande por lê-la, estudá-la, tentar decifrar-lhe os obscuros pontos de encaixe. A literatura como um todo me encanta, literatura boa, não é qualquer literatura, não. Tenho conseguido ler cerca de três livros por semana, poesias e prosa, o que é uma marca boa, para alguém que tem muito o que fazer além de deliciar-se com a leitura.
Por falar em literatura, essa semana fiquei muito envaidecida, orgulhosa mesmo. Levei redações para a correção. Beleza, normal. O professor começou a ler, durante a leitura foi examinando criteriosamente o texto, ao final marcou setenta e oito e escreveu sem pestanejar: para o jornal. Isso não é o motivo do orgulho, o orgulho maior foi o que ele disse: "você escreve com características literárias, uma prosa meio Machadiana!". Diga se não é motivo de orgulho?
enviada por A_Sonsinha_A
08/05/2004 23:46
Sinusite, sai desse corpo que ele não te pertence!
enviada por A_Sonsinha_A
08/05/2004 23:21
Wu Shu Wu = guerra e Shu = arte
Tenho lido muito acerca de kung fu. Antes de me inteirar, eu já estava super facinada, agora então nem se fala. Uma arte marcial como eu queria, algo extraordinário e com uma filosofia de ser bem interessante, como todas as práticas orientais.
De todos os kung fu que existem, o tipo que quero praticar é esse que dá nome ao post, a arte da guerra. Modalidade praticada por Bruce Lee, dentre tantos outros milhares que já a praticaram.
Não veja a hora de começar a praticar, conjuntamente com a flexibilidade que a Yoga tem-me conferido, os resultados serão muito bons, além do mais eus empre quis saber algo de arte marcial, sou uma criança frustrada: nunca fiz ballet e nem pratiquei judô, está na hora de reparar esse mal.
enviada por A_Sonsinha_A
06/05/2004 01:00
Bananas verdes fritas
Quase nunca vou á cozinha, mas digo ir à cozinha para preparar comida. Hoje fui para fazer algo que adoro: banana frita! Talvez esse seja meu prato predileto, com cobertura de açúcar e canela(ok, fugi da dieta, confesso, num precisa bater!) é perfeito!
Talvez se eu fosse cineasta fizesse um filme com o título Bananas Verdes Fritas. Quem sabe, esse roteiro poderia ser algo açucarado, o mercado absorveria facilmente e eu poderia lucrar com isso; teria uma mocinha meio desiludida com a vida e que adora bananas verdes fritas; um galã no melhor estilo hollywoodiano; um vilão que estaria sempre a arrasar com o coração da mocinha, que a faria sofrer durante a fita quase toda; teria paisagens clichês de campos floridos, talvez algo latino, para justificar a presença das bananas no título(!)...
A história seria algo assim: uma jovem é apaixonada por um dos rapazes bonitões da cidadezinha do interior, mas ele não sabe nem que ela existe, quem dirá dos sentimentos que nutre por ele. Ela é constantemente magoada pelas atitudes e gestos desse 'carinha', que faz o tipo 'bad boy' do oeste. Nossa heroína tem um amigo fiel e altruísta, que é capaz de renunciar aos seus próprios sentimentos em função dos dela e de suafelicidade, mesmo que isso acarrete a infelicidade dele.
Ao longo da história, o amigo de nossa protagonista irá esforçar-se para esconder o que sente, seu amor pela mocinha, mas não conseguirá resistir aos belos olhos e sorriso dela, tantará mostrar que o rapaz por quem ela é apaixonadíssima não a ama e mesmo que amasse não mereceria seu amor! Insulflar-se-á, arrumará briga e coragem para viver esse tão puro amor, declará-lo a ela(à essa altura mocinhas tirarão seus lenços das bolsinhas e estarão derramando uma sofrida lágrima)!
Cheio de coragem, num arroubo de paixão, chegará até ela, olhará fundo em seus olhos e, sem falar uma só palavra, lhe dará um efusivo e delicioso beijo de amor.
(Enquanto isso, a música tema vai rolando, acendem-se as luzes e todos os casais presentes estarão repetindo o tão imaculado e perfeito ato protagonizado na grande tela)
***FIM***
enviada por A_Sonsinha_A
04/05/2004 00:47
Murphy, chapinha, você poderia me dar licença só um minutinho, é que eu queria que algo desse certo em minha vida!
enviada por A_Sonsinha_A
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